No transcorrer do ano de
1886, ainda durante o século XIX, grande parte das empresas detinham o
único propósito de lucrar infinitamente.
Para que se alcançasse tal objetivo os empregados eram submetidos ao trabalho em condições degradantes, insalubres, perigosas, sem qualquer medida de segurança ou prevenção à saúde, praticando inclusive, jornadas de trabalho que ultrapassavam 12 horas.
Por não possuírem direitos efetivos que lhes preservassem a integridade e o emprego, muitos destes trabalhadores acabavam gastando toda a sua saúde e energia para manter seu emprego.
Assim, ao esgotarem toda a sua força física, os trabalhadores eram demitidos e esquecidos pelos empregadores, sem direito a qualquer amparo financeiro ou emocional.
Em meio de tantos abusos sofridos, os trabalhadores de várias categorias da cidade de Chicago, saíram às ruas buscando mobilizar os demais empregados para conseguirem condições dignas de trabalho, desencadeando, assim, em 1º de Maio de 1886 a primeira greve geral de Chicago, que na época era o maior centro industrial dos Estados Unidos.
Dentre os argumentos dos trabalhadores e trabalhadoras, merece destaque a busca pela redução da jornada de trabalho, em que se buscava diminuição da jornada de 13 para 8 horas, ocasião discursavam por 8 horas de trabalho, 8 horas lazer e 8 horas de descanso.
Esta greve de 1886 gerou enorme impacto financeiro e ampliou massivamente os protestos por condições dignas de trabalho em todo o mundo, pois muitos conflitos se originaram deste movimento paredista, causando, inclusive, vários óbitos, e deixando muitos feridos.
Como consequência destes constantes protestos de trabalhadores, muitas entidades e organizações sociais adotaram o debate da busca por condições dignas de trabalho, situação esta que fez com que durante o ano de 1889, em um congresso na cidade de Paris, a Internacional Socialista escolhesse a data de 1º de Maio para realizar anualmente grandes manifestações em todos os países buscando a redução da jornada de trabalho para 8 horas.
Assim, a duras penas, entre mortos e feridos, o 1° de Maio ficou registrado na história, como sendo marco inicial das conquistas trabalhistas.
Entretanto, somente após alguns anos de lutas, protestos e paralisações é que os direitos dos trabalhadores foram reconhecidos.
No Brasil, por exemplo, somente houve previsão de jornada de trabalho de 8 horas, a partir da Constituição de 1934.
Atualmente muitos direitos trabalhistas são assegurados, sendo certo dizer que o trabalhador da atualidade detém garantia de emprego, amparo à sua saúde e à sua família, bem como a preservação de sua dignidade.
Em tempos antigos tais direitos eram inimagináveis, sendo inadmissível o retrocesso de tantas conquistas.
Por
tantos direitos trabalhistas conquistados após longas e duras batalhas é
que o dia 1º de Maio deve ser sempre lembrado e festejado pelo mundo.
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